Vou falar um pouquinho dos
Simpsons pois estou com saudades de filosofar sobre eles.
Vou mostrar minha perspectiva em relação a alguns personagens dos
Simpsons e mostrar como alguns deles se parecem comigo. A filosofia
simpsoniana.
Indo
direto ao assunto, eu me identifico em partes com a Lisa
simpsons, como ela contesto tudo que
acho estar errado, não gosto, as vezes de comer carne (apesar de não conseguir viver sem um churrasco), não vejo o casamento como uma obrigação de todo ser humano normal, sou
tendenciosa ao feminismo e tento resolver meus problemas e dos outros levando em conta a ética e a razão _não conseguindo na maioria das vezes, principalmente se tratando de mim _ , mas ao mesmo tempo em que Lisa é a
frente de seu tempo em relação as outras pessoas d

e mesma idade, ela é como os outros, adora assistir o desenho super violento de Comichão e
Cossadinha, é fã do palhaço
Krusty, apesar dele usar casaco de pele de animais e adora a boneca
Malibu Stacy (que no caso é uma alusão a
Barbie e a todas outras bonecas do
genero). Do mesmo modo eu sou apenas mais uma adolescente que a geração Coca-Cola criou (ou vomitou); adoro assistir programas e series idiotas da televisão, tenho ídolos idiotas e
futéis como Paris
Hilton,
Britney Spears e
Axl Rose e não vivo sem as revistas da Capricho,
Todateen, Atrevida,
Yesteen, (mas na verdade troco todas essas aí pela
Superinteressante).
Já o
Bart...ele sabe o que é certo e o que não é, mas opta por fazer tudo errado. Talvez para que

preencha um vazio dentro de si, e também para chamar a atenção das pessoas devido a certa carência. E se todos passassem a fazer somente coisas erradas,
Bart agora faria o inverso, pois tudo o que ele quer é ser diferente e subverter a ordem. Para ele não importa qual seja a regra, o importante é quebra-la. Não estou falando que sou uma pervertida, que
pixo muros e atiro pedras no gato da vizinha mas quero citar que como
Bart, gosto de ser uma contradição, e quando todos começam a fazer tudo igual a mim tenho que rapidamente subverter a ordem de novo, gosto de ser
única.
Homer tenta ser um esposo e pai melhor, mas na maioria das vezes é levado por seus instintos e desejos pessoais, como mentir para
Marge que vai para a academia na verdade para ir ao bar do
Moe. E além disso é cheio de
vícios, como bebidas, comida, preguiça

, sexo, e
sedentarismo. Mas ama a
família acima de tudo _do modo dele. Também não estou dizendo que possuo os mesmo
vícios de
Homer mas é que as vezes meus desejos pessoais falam acima do bem estar comum, mas não sou super
egoísta, há um meio termo aí. E além disso me alimento de ironia e sarcasmo.
E gostaria de ressaltar outro assunto aqui. No momento estou lendo "Os
Simpsons e a Filosofia", mas bem devagar pois estou me deliciando com este livro. E nele pude analisar ao fundo certas questões
simpsonianas, que muito gente pensa ser fútil só porque é um desenho, mas fique sabendo que este desenho é super inteligente. Inclusive seus
roteiristas e
pessoas que contribuem para os
Simpsons acontecer vem simplesmente de Harvard.
No livro o autor cita claramente que este é um desenho para adultos _apesar de ser
engraçadinho para as crianças_ pois para
endende-lo é preciso ter um certo grau de
inteligência, ou melhor, olhar critico.
Para compreender melhor, estou dizendo que os
Simpsons é um programa de humor negro, super inteligente e critico, e faz alusões a todos tipos de conhecimento, filmes, obras de arte,
personalidades, comportamento, programas de
tv do EUA, politica, etc..
Uma frase que eu li e achei super interessante simplifica o que estou tentando dizer, "É difícil explicar uma cor para um cego, principalmente se ele não quer prestar atenção."
Simplesmente a maioria (não todas) das pessoas que não gostam de
Simpsons é porque não conseguem estende-lo, não conseguem compreender seu humor
sarcástico e consequentemente não conseguem apreciar esta obra de arte.
No mais, depois de comer o livro eu conto que sabor ele tem.
Beijo me Liga!
(mas são).